Há outras saídas para fortalecer a Previdência

Não existe privilégio na aposentadoria dos trabalhadores. Dos 30 milhões de benefícios pagos pelo Regime Geral da Previdência, só 10 mil estão acima do teto, e mesmo assim, antigos, porque ganharam alguma coisa na Justiça.

Em 2017, os 34 milhões de aposentados com benefícios ativos no Regime Geral da Previdência Social (RGPS) receberam em média R$ 1.388.

As reformas pensadas até agora têm como único objetivo reduzir gastos e, para isso, pretende dificultar o acesso aos benefícios e diminuir esses valores, já tão baixos, pagos à maioria dos trabalhadores.

Mas com combate à sonegação (que tira cerca de R$ 500 bi da Previdência todos os anos), inclusive cobrando os grandes devedores, e boa gestão é possível aumentar a fonte que alimenta a seguridade.

Por exemplo, no Brasil do pleno emprego, até 2011, não se falava em déficit da Previdência. A seguridade social se beneficiava de um modelo econômico promovido pelo Estado que priorizou a criação de postos de trabalho, aumentou a renda dos trabalhadores e a inclusão por meio de políticas sociais.

Também é possível buscar recursos para a Previdência cobrando impostos para grandes fortunas e para os dividendos pagos a acionistas de bancos. No Brasil, os salários são taxados diretamente na folha de pagamento, mas o que os investidores recebem aplicando na bolsa de valores não paga imposto.

São saídas possíveis e muito mais justas, ao invés de acabar com o direito à aposentadoria dos brasileiros.

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