Injustiças que se perpetuam


O que existe de privilégio na aposentadoria está diretamente relacionado aos privilégios já existentes na ativa: algumas carreiras de servidores federais, no Judiciário, no Legislativo, além dos militares.

Juízes no Brasil, por exemplo, ganham mais de 20 vezes que a média dos trabalhadores. Nos demais países é em torno de quatro vezes mais.

As médias dos valores de aposentadoria no setor público em 2016 são também exemplo de distorção. Os servidores de prefeituras recebem entre R$ 2.500 e R$ 3.000. Os estaduais, R$ 5.000. Federais civis, em média R$ 10 mil. No Legislativo em torno de R$ 15.000. E no Judiciário, R$ 16.000. Desembargadores e juízes recebem muito mais.

É importante lembrar que quando se fala em “média”, mistura-se essas carreiras privilegiadas e os baixos salários dos servidores. Mas dá ideia da desigualdade.

O mal da sonegação

Em 2017, a Previdência Social brasileira acumulava uma dívida de R$ 426,07 bilhões. O valor, representava quase três vezes o déficit do setor, de cerca de R$ 149,7 bilhões em 2016.

A lista contava com mais de 500 nomes de empresas públicas, privadas, fundações, governos estaduais e prefeituras que devem ao Regime Geral da Previdência Social. O levantamento é da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, responsável por fazer a cobrança dessas dívidas.

Entre os principais devedores estão os bancos, que serão altamente beneficiados pela
“reforma” proposta por Bolsonaro, além de empresas como a Vale e a JBS.

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