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Paim apresenta requerimento para senadores conhecerem previdência do Chile

Regime de capitalização, defendido pela PEC da Previdência do governo Bolsonaro, é criticado por especialistas e trouxe perda de renda para os aposentados chilenos

Por Redação RBA*

São Paulo – A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado recebeu ontem (8) mais um debate sobre a “reforma” da Previdência enviada ao Congresso Nacional pelo governo Bolsonaro, sob a forma da PEC 6/2019.

Na audiência pública, o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ângelo Fabiano Farias da Costa, chamou a atenção para a importância da saúde e da segurança dos trabalhadores, lembrando que o Brasil é o quarto país do mundo com maior número de acidentes de trabalho, o que causa um impacto direto no sistema previdenciário.

“De 2012 para cá, o custo da Previdência Social com benefícios decorrentes de acidentes ou doenças ocupacionais foi de R$ 80,2 bilhões. A cada 38 minutos tem um acidente e a cada pouco mais de três horas ocorre uma morte. Por ano, tem 802 mil acidentes de trabalho e 2.995 mortes. Isso é custo econômico e social muito grande. Vidas são ceifadas e horas de trabalhado perdidas”, disse.

O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente do colegiado, informou que apresentou um requerimento no Plenário para que um grupo de senadores vá até o Chile conhecer melhor o sistema de capitalização adotado pelo país. A visita ao vizinho sul-americano foi recomendada pelo promotor de Justiça Paulo Penteado Teixeira Júnior, presidente da Associação Paulista do Ministério Público (APMP) e assessor especial da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP). Ele destacou em sua participação que o Chile adotou o regime de capitalização, tendo como resultado a perda de poder aquisitivo dos aposentados.

*Com informações da Agência Senado

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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